
Todas as noites vejo o rosto sereno
E a respiração calma que a veste
Olhando para tudo e percebendo
Apenas onde pousa tão celeste.
E na penumbra do quarto compreendo
Que existe algo concreto como o ar
A invadir os pulmões em sorvo ameno
Como o ato vital de respirar.
Mas para bem dizê-lo falta à pena
Apreender o mais puro sentimento
Que surge, por encanto, dessa cena.
Pois quanto mais a diviso menos tento
Entender esse amor que se contenta
Apenas com a beleza do momento.
Um comentário:
Márcio,
cheguei aqui pelo comentário que você deixou em meu blog. Obrigada pelas palavras lá deixadas, e por esse poema, de extrema delicadeza.
Sou mãe e esse texto me tocou de forma especial.
[]s
Ana Cristina
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